
Os laminados cerâmicos, também denominados facetas de porcelana, são alternativas à restauração de sorrisos saudáveis, funcionais e estéticos. O sucesso da restauração com os laminados, dependerá do respeito pela saúde dos tecidos circundantes, função mastigatória correcta, ausência de sintomatologia, estética e estabilidade a longo prazo, e também da destreza técnica do dentista, bem como dos cuidados promovidos pelo paciente.
Com os laminados cerâmicos, é possível reestabelecer forma, cor, contorno, textura e alinhamento dos dentes anteriores, superiores e/ou inferiores, comprometidos principalmente por fractura, alterações congénitas ou adquiridas, diastemas, alguns tipos de alteração de cor e forma e substituição de restaurações antigas insatisfatórias.
Uma das vantagens do laminado cerâmico é que o preparo da estrutura dentária, quando necessário, é relativamente pouco se comparado ao preparo dos dentes que receberão coroas totais. Esse mínimo desgaste, realizado na parte da frente dos dentes a serem restaurados, permite que o laminado seja colado directamente no esmalte dental.
A preservação do esmalte é fundamental para o sucesso da adesão entre a restauração e o dente, e portanto da longevidade clínica do laminado. Obviamente, se a estrutura natural dos dentes é falível em diversas situações, qualquer material proposto pelo ser humano também o será. Por isso, é necessário entender as limitações que um dente restaurado com os laminados cerâmicos impõem.
O cliente precisa perceber que a responsabilidade do profissional abrange o conhecimento, a destreza técnica e a experiência clínica, que automaticamente se traduzem em diagnóstico, indicação e execução adequada dos laminados Após a cimentação dos laminados, o cliente passa a ser o maior responsável pela preservação do desempenho clínico dessas restaurações.
Além da correcta higiene oral, ausência de hábitos parafuncionais (como roer as unhas, morder canetas e lápis, ranger e/ou apertar os dentes), o indivíduo deverá evitar o tabagismo, a ingestão frequente e excessiva de alimentos corados (vinho, café, chá preto, sumo de uva, refrigerantes à base de cola, etc.), e deverá visitar o seu dentista a cada quatro meses para fazer os controles clínicos. São restrições consideradas leves, mas que exigem disciplina. Quando respeitadas, promovem a manutenção de um sorriso saudável, funcional e belo por muitos anos.
O dentista, por sua vez, deve conhecer e entender profundamente a biologia dos tecidos orais, a anatomia dentária e as propriedades dos materiais restauradores, além de possuir destreza técnica e perfeccionismo na sua actuação clínica. É o dentista que vai eleger um técnico ceramista da sua confiança para confeccionar as facetas, cujo nome revela a fina e delicada espessura da restauração.
O ceramista, além da arte de esculpir, deverá deter o conhecimento das propriedades mecânicas dos materiais com os quais trabalha, para que possa optimizar a resistência dos mesmos quando submetidos à função mastigatória. Nesse contexto, é imprescindível estabelecer a perfeita comunicação entre o paciente, o dentista e o ceramista, para transformar todas as expectativas e anseios em apenas um resultado final: o sorriso desejado pelo paciente.
Dra. Maristela Maia Lobo - www.maristelalobo.com.br
Fonte: Dentistry
















